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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Genealogia 2: Valongo, Johão e Elisabet

Estou no momento pesquisando os registros paroquiais da freguesia de São Mamede do concelho de Valongo, no distrito do Porto, Portugal. Minha pesquisa é feita através de consultas semanais a registros microfilmados no Centro Histórico da Família (CHF) na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Vila Isabel. Os microfilmes são alugados por um período de dois meses.
Meu objetivo principal era localizar o batismo de meu antepassado José Pinto Bandeira, filho de Salvador Pinto Bandeira, nascido por volta de 1670. Não encontrei nada. Creio que as informações não estavam certas, e talvez ele tenha nascido em alguma freguesia vizinha.
No entanto, encontrei a ascendência no dito microfilme de Nicolau de Souza Fernando, povoador da Colônia do Sacramento, antiga possessão portuguesa no Uruguai, que deixou vasta descendência no Rio Grande do Sul.
Os registros de Valongo trouxeram muitas surpresas e peculiaridades. Jamais em minhas pesquisas havia achado registros tão antigos de nascimento indo até 1589. Em todos lugares que pesquisei, principalmente portugueses, os assentos de batismo só mencionam a data do batizado, citando a data de nascimento apenas a partir de 1700, mais ou menos.
Também há uma série de grafias curiosas, como João grafado "Johão", e a presença de crianças batizadas com o nome de Elisabet em pleno século XVII! Até então, só achara este nome em registros brasileiro só a partir do final do século XIX, principalmente for influência de família alemãs. O nome bíblico Elisabeth tem sua versão portuguesa "legítima" como Isabel, nome também muito comum na Espanha. Tendo sido os reis da Espanha senhores de terras italianas, como Sicília e Nápolis, o nome chegou na Itália, adaptando-se para Isabella, e daí influenciou franceses e ingleses. Nos países de línguas germânicas é mais comum a forma Elisabeth/Elizabeth, às vezes reduzida para Elisa ou Lisa.
Outra coisa curiosa nos registros de Valongo é a persistência do uso de patronímicos até meados do século XVII. Mas isso é assunto para outra coluna...

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