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domingo, 9 de agosto de 2009

Mitologia 32: Dionísio ou Baco


Dionysos (variantes Dionysios, Dionys, Dionnys, Diounys), também chamado de Bakkhos, era o deus que personalizava a embriaguez do vinho. Simbolizava a libertação das amarras sociais e morais, a entrega total aos prazeres, ao êxtase místico. Seus animais associados eram o touro, o bode, o cervo, a serpente, o leão e a pantera. Suas plantas eram a hera, a videira, a cevada, a figueira e o pinheiro. Havia muitas formas diferentes de representá-lo, pois ora aparece como um jovem imberbe esbelto, ora como um gorducho, ora como um deus barbudo com chifres. É visto como um deus estrangeiro, amálgama de dois cultos distintos, um vindo da Trácia, e outro da Frígia (na Turquia), de deuses morituros da vegetação. Estes cultos adotaram o nome de um deus já adorado na Grécia, pois o nome Dionysos já aparece nas inscrições de Creta. Este nome parece significar “Filho do Céu”, assim como o de sua mãe, Semele, significa Terra, em frígio (Zemelo). Dionysos foi o foco de primitivos cultos rurais de fertilidade, que simbolizavam a fúria do mundo selvagem, sem regras nem limites.
A mãe de Dionysos, pelo menos na versão clássica (já que lendas cretenses o fazem filho de Persephone) , era Semele, filha do rei Kadmos de Tebas. Zeus assumia a forma de um soldado para amá-la. Hera, enciumada, convenceu Semele a querer ver o amante em sua verdadeira forma. Zeus, a contragosto, aceitou e o esplendor divino de sua forma celeste fulminou a jovem como um raio. Zeus salvou seu filho da barriga da mãe, e implantou-os em sua própria coxa. Depois, com a ajuda de Hermes, fez o bebê nascer de sua coxa; daí Dionysos ser chamado de Dithyrambos, o “duas vezes nascido”.
O menino foi entregue à sua tia Ino, que o criou como se fosse menina, para escondê-lo de Hera. Depois Hermes transformou-o num cabrito e levou-o para as ninfas do Monte Nisa. Crescido, descobriu as propriedades do vinho e viajou pelo mundo, espalhando sua cultura . Os que se opunham à sua marcha frenética eram sacrificados violentamente. Seu cortejo era formado por sátiros e pelas bacantes ou mênades, mulheres em transe, vestidas com peles de animais sacrificados, dançando como feras selvagens e comendo carne crua. Sua rivalidade com Hera simbolizava o contraste entre a liberdade sem limites da Natureza e a ordem e regras do mundo civilizado.
Aceito entre os deuses, Dionysos buscou sua mãe no Inferno e levou-a consigo para o Olympos. Lá, Semelê ganhou o nome de Thyonê, a “Possuída”.
Dionysos recebeu muitos nomes, dentre os quais se identificam deuses estrangeiros a ele assimilados. Um destes era o frígio Sabazios, cujo nome remonta ao indo-europeu *swo-bhwodhiyos, cognato do eslavo svobodi e do sânscrito svayambhu, "livre, autônomo".
Arte: Fred Carvalho (1999)

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