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segunda-feira, 14 de março de 2011

Evolução 223: Tarsius sirindhornae

Cientistas descobriram uma nova espécie fóssil de társio em jazidas tailandesas do Mioceno Médio, batizada de Tarsius sirindhornae.


A new Middle Miocene tarsier from Thailand and the reconstruction of its orbital morphology using a geometric–morphometric method
  1. Yaowalak Chaimanee1,2,*,
  2. Renaud Lebrun3,
  3. Chotima Yamee1 and
  4. Jean-Jacques Jaeger2

+ Author Affiliations

  1. 1Palaeontology Section, Department of Mineral Resources, Rama VI Road, Bangkok 10400, Thailand
  2. 2IPHEP: Institut International de Paléoprimatologie et Paléontologie Humaine, Éolution et Paleoenvironments, CNRS UMR 6046-Université de Poitiers, 40 Avenue du Recteur Pineau, 86022 Poitiers, France
  3. 3Anthropological Institute, University of Zürich, Zürich, Switzerland
  1. *Author for correspondence (yaowalak@dmr.go.th).

Abstract

Tarsius is an extant genus of primates endemic to the islands of Southeast Asia that is characterized by enormously enlarged orbits reflecting its nocturnal activity pattern. Tarsiers play a pivotal role in reconstructing primate phylogeny, because they appear to comprise, along with Anthropoidea, one of only two extant haplorhine clades. Their fossils are extremely rare. Here, we describe a new species of Tarsius from the Middle Miocene of Thailand. We reconstructed aspects of its orbital morphology using a geometric–morphometric method. The result shows that the new species of Tarsius had a very large orbit (falling within the range of variation of modern Tarsius) with a high degree of frontation and a low degree of convergence. Its relatively divergent lower premolar roots suggest a longer mesial tooth row and therefore a longer muzzle than in extant species. The new species documents a previous unknown Miocene group of Tarsius, indicating greater taxonomic diversity and morphological complexity during tarsier evolution. The current restriction of tarsiers to offshore islands in Southeast Asia appears to be a relatively recent phenomenon.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Evolução 56: Anoiapithecus

Pesquisadores liderados por Salvador Moyà-Solà, da Universidade Autônoma de Barcelona, descobriram e descreveram uma nova espécie de primata extinto que pode trazer nossos dados sobre a origem dos grandes macacos (orangotangos, gorilas e chimpanzés) e do homem. O bicho de 12 milhões de anos, batizado de Anoiapithecus brevirostris, tem características anatômicas que o ligam, em parte, aos ancestrais diretos dos grandes macacos, mas também a primatas menores e mais primitivos. Uma vez que o animal foi achado na Espanha, a descoberta daria mais peso à hipótese de que os grandes macacos surgiram na Europa e na Ásia e só mais tarde teriam ido para a África. A análise está na revista científica americana "Proceedings of the Natural Academy of Sciences".

Salvador Moyà-Solà, David M. Alba, Sergio Almécija, Isaac Casanovas-Vilar, Meike Köhler, Soledad De Esteban-Trivigno, Josep M. Robles, Jordi Galindo, and Josep Fortuny (2009). A unique Middle Miocene European hominoid and the origins of the great ape and human clade.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Evolução 55: Darwinius, a descoberta (não tão) revolucionária



Darwinius masillae é o nome da mais nova espécie de primata fóssil descoberta do riquíssimo depósito fossilífero de Messel, na Alemanha. Seria apenas mais uma espécie de primata descoberta naquele terreno datado do Eoceno Médio, há cerca de 50 milhões de anos atrás se não fosse tão completo que poderia revolucionar o nosso conhecimento sobre a evolução dos primatas.
Este pequeno primata faz parte da superfamília dos Adapóides (Adapoidea) e da família dos Notartídeos (Notharctidae), animais muito primitivos que eram considerados como os ancestrais mais remotos dos atuais lêmures e lórises, com os quais constituem os Estrepsirrinos (Strepsirhini), a subordem mais "primitiva" da ordem dos Primatas. A outra subordem, a dos Haplorrinos (Haplorhini), incluiria os társios e os símios (inclusos nós, humanos).


Quando da descoberta do Darwinius (assim batizado em homenagem ao bicentenário de nascimento de Charles Darwin) pensou-se inicialmente que os Adapóides passariam a ficar mais próximos dos ancestrais dos símios, e assim mudando para a subordem dos Haplorhini. ps: Inicialmente publiquei as primeiras conclusões da descoberta, incluindo a conclusão cautelosa "Vamos aguardar futuros estudos para esclarecer melhor esta reviravolta genealógica". Pois bem de fato, estudos posteriores confirmaram o posicionamento anterior, ou seja, os Adapóides continuam como Strepsirhini.




Erik R. Seiffert, Jonathan M. G. Perry, Elwyn L. Simons & Doug M. Boyer (2009). Convergent evolution of anthropoid-like adaptations in Eocene adapiform primates. Nature 461, pg. 118-1121 (22 October 2009) doi:10.1038/nature08429