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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Evolução 87: Confuciusornis feducciai

Foi descoberta na Formação Yixian, na China, mais uma nova espécie do gênero Confuciusornis: C. feducciai. Este gênero inclui as mais antigas aves com bico, sendo a mais primitiva após o Archaeopteryx da Alemanha. Com a descoberta o número de espécies deste gênero sobe para cinco, somando-se às já conhecidas C. sanctus Zhou et alii, 1995, C. dui Hou et alii, 1999, C. chuongzhous Hou, 1997, e C. suniae Hou, 1997.


Fonte:
Zihui Zhang, Chunling Gao, Qingjin Meng, Jinyuan Liu, Lianhai Hou and Guangmei Zheng (2009). Diversification in an Early Cretaceous avian genus: evidence from a new species of Confuciusornis from China. Journal of Ornithology 150 (4), pgs. 783-790. Outubro 2009.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Evolução 84: Diplodocídeos na Ásia?

Ainda não tem o nome a nova espécie de dinossauro descoberta na Formação Qingshan, na província chinesa de Shandong, mas ela já está provocando sensação. Tudo indica tratar-se dos restos fossilizados de um saurópode diplodocídeo (Diplodocidae), família bem conhecida no Jurássico Superior, graças a fósseis espalhados pela América do Norte, Europa e África, dentre os quais os famosos Diplodocus, Barosaurus e Apatosaurus (ex-Brontosaurus). Antes julgava-se que esta família tornara-se extinta no início do Cretáceo, há cerca de 140 milhões, restando apenas algumas famílias aparentadas, como os Rebaquissaurídeos (Rebbachisauridae) e Dicreossaurídeos (Dicraeosauridae), encontradas principalmente em terrenos gondwânicos no Brasil (o Amazonsaurus, Argentina e diversas partes da África.
Com a descoberta de um possível diplodocídeo no Cretáceo Inferior da Ásia, aumenta a suspeita de que a família sobreviveu nos continentes do Hemisfério Norte por um pouco mais de tempo do que se suspeitava. Outros candidatos a diplodocídeos foram achados em Portugal e na Inglaterra, o que aumenta a suspeita de que eles realmente foram um componente importante das faunas eurasiáticas há mais de 100 milhões de anos atrás.
O leste da Ásia passou por um período de isolamento no final do período Jurássico, o que é comprovado pela existência de uma rica fauna endêmica característica, que incluía apenas saurópodes autóctones como os chineses Mamenchisaurus e Omeisaurus, estando ausentes os dinossauros mais avançados do clado derivado dos Neossaurópodes (Neosauropoda), que incluía todos os grupos dominantes a partir do final do Jurássico até o Cretáceo, tais como os Diplodocóides e os Braquiossaurídeos, Camarassaurídeos e Titanossáurios. Todos os outros continentes formavam uma imensa massa chamada Neopangéia.
O isolamento parece ter chegado ao fim no início do Cretáceo, o que vem sendo confirmando pela presença de grupos de origem neopangéica na Ásia, tais como diplodocídeos, braquiossaurídeos, (Qiaowanglong), titanossáurios, todos neossaurópodes. A evidência ganha mais força se acrescentarmos outros grupos de dinossauros e vertebrados, tais como os terópodes Espinossaurídeos e Carcharodontosaurídeos (Shaochilong), Mamíferos Térios, Aves e muitos outros.


Upchurch, P. & P. D. Mannion (2009). The first Diplodocid from Asia and its implications for the evolutionary history of Sauropod Dinosaurs. Palaeontology (no prelo).
Wilson, J. A. & P. Upchurch (2009). Redescription and reassessment of the phylogenetic affinities of Euhelopus zdanskyi (Dinosauria: Sauropoda) from the Early Cretaceous of China. Journal of Systematic Palaeontology 7 (2): 199–239 Issued 26 May 2009