Mostrando postagens com marcador Sauropoda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sauropoda. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Evolução 267: Aeolosaurus maximus, novo dinossauro brasileiro

Aeolosaurus maximus Santucci & Arruda-Campos,  2011

Local: Formação Adamantina, perto de Monte Alto/SP;
Idade: Cretáceo Superior (Campaniano-Maastrichtiano);
Tamanho: Estimado em cerca de16m.


Santucci, R.M., & A.C. de Arruda-Campos. 2011. A new sauropod (Macronaria, Titanosauria) from the Adamantina Formation, Bauru Group, Upper Cretaceous of Brazil and the phylogenetic relationships of Aeolosaurini. Zootaxa 3085:1-33.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Evolução 224: Angolatitan adamastor

Angolatitan adamastor, da Formação Itombe, Turoniano Superior, Angola.

(em breve)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Evolução 217: TAPUIASAURUS, o novo dinossauro brasileiro

Chama-se Tapuiasaurus macedoi a mais nova espécie brasileira de dinossauro, descrita a partir de restos fósseis que incluem um dos mais completos crânios já recuperados. A descoberta foi feita nos terrenos da Formação Quiricó, data do Aptiano (Cretáceo Inferior), perto da cidade mineira de Coração de Jesus. Trata-se também do mais antigo fóssil de dinossauro cretáceo achado na Região Sudeste do Brasil. A análise filogenética apresentada no artigo publicado pelos descobridores indica um parentesco com os titanossáurios Nemegtosaurus, da Mongólia, e Rapetosaurus, de Madagascar, ambos bem mais recentes que o Tapuiasaurus.

Zaher H, Pol D, Carvalho AB, Nascimento PM, Riccomini C, et al. 2011 A Complete Skull of an Early Cretaceous Sauropod and the Evolution of Advanced Titanosaurians. PLoS ONE 6(2): e16663. doi:10.1371/journal.pone.0016663

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Evolução 205: Demandasaurus darwini

Novo dinossauro ibérico: Demandasaurus darwini, um membro dos Rebbachisauridae na Espanha

(em breve)

Evolução 204: Narambuenatitan palomoi

Novo dinossauro saurópode na Patagônia
(em breve)

sábado, 30 de outubro de 2010

Evolução 195: Qiaowanlong não era braquiossaurídeo

Anunciado como o primeiro braquiossaurídeo asiático, o dinossauro conhecido como Qiaowanlong teve este status comprometido por um novo estudo envolvendo algumas espécies de saurópodes asiáticos. Pela nova análise o Qiaowanlong era próximo do saurópode mongol Erketu, integrantes do clado conhecido com Somphospondyli (Sonfospôndilos), e não um membro asiático dos Brachiosauridae.


The illusory evidence for Asian Brachiosauridae : new material of Erketu ellisoni and a phylogenetic reappraisal of basal Titanosauriformes. (American Museum novitates, no. 3700)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Evolução 189: "Probarodiplodocus" e a revolução diplodocídea

Uma nova espécie de saurópode, cujos restos foram encontrados na Pedreira Dana, nos estratos mais inferiores da Formação Morrison, no oeste americano, foi designada informalmente como Amphicoelias brontodiplodocus ou Probarodiplodocus brontodiplodocus. Os caracteres primitivos apontam para traços ancestrais de alguns dos famosos dinossauros da Formação Morrison, Barosaurus, Apatosaurus (Brontosaurus) e Diplodocus, todos da família dos diplodocídeos (Diplodocidae), como está patente em seu nome. Os autores que descreveram a nova espécie sugerem uma hipótese revolucionária para o estilo de vida dos diplodocídeos: em vez de simples herbívoros terrestres, mastigando folhas no topo das árvores, seriam habitantes das margens dos lagos e rios, onde filtrariam matéria vegetal flutuante com seus dentes em forma de pinos. O artigo também traz a polêmica proposta de que todos os diplodocídeos da Formação Morrison são congenéricos, sendo as diferenças entre o Apatosaurus e o Diplodocus, por exemplo, diferenças entre machos e fêmeas, respectivamente.
O referido artigo não foi oficialmente publicado em uma revista científica, e vem sendo contestado por muitos dos especialistas na área, assim, sejamos cautelosos quanto à validade da nomenclatura e quanto a razoabilidade das diversas hipóteses levantadas.

Galiano, H. and Albersdorfer, R. (2010). "A new basal diplodocid species, Amphicoelias brontodiplodocus, from the Morrison Formation, Big Horn Basin, Wyoming, with taxonomic reevaluation of Diplodocus, Apatosaurus, and other genera." Dinosauria International, LLC. 44pp.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Evolução 187: Tonganosaurus

Tonganosaurus hei é o nome de uma espécie recém-descrita de saurópode. Pertence a um grupo muito primitivo, provavelmente próximo aos ancestrais do grupo asiático endêmico dos Mamenquissaurídeos (Mamenchisauridae). Foi encontrado na Formação Yimen, no Jurássico Inferior.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Evolução 165: Atsinganosaurus, o dinossauro "cigano"

A nova espécie de titanossauro européia a ser classificada recebeu o sugestivo nome de Atsinganosaurus velauciensis, com "atsinganus" significando "cigano", devido ao animal ser considerado fruto de uma migração extra-européia. Datado de terranos do Campaniano Superior (final do Cretáceo), este dinossauro foi achado na localidade de La Bastide Neuve, em Velaux, na França. As semelhanças entre o Atsinganosaurus e o Malawisaurus, do Cretáceo Inferior leste-africano, sugerem os paleontólogos, parecem indicar que titanossauros do grupo dos litostrótios teriam sobrevivido no Cretáceo superior do sudoeste da Europa.

Fonte:GARCIA, G., S. AMICO, F. FOURNIER, E. THOUAND e X. VALENTIN (2010). Bull. Soc. géol. Fr., t. 181, no 3, pp. 269-277

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Evolução 99: Aardonyx celestae, um anunciador de gigantes



Aardonyx celestae é um primitivo sauropodomorfo que foi descoberto na África do Sul, no estrato superior da Formação Elliot, do Jurássico Inferior, cuja dinoauna inclui além de prossaurópodes e saurópodes basais, heterodontossaurídeos, dilofossaurídeos (Dilophosauridae) e celofisóides (Coelophysoidea). A análise filogenética colocou-o em uma posição intermediária entre o Anchisaurus polyzelus norte-americano (Formação Portland, Jurássico Inferior, Pliensbachiano-Toarciano) e o Melanorosaurus thabanensis sul-africano (da mesma Formação Elliot, Hettangiano?), e tudo parecer crer que aí situa-se a origem dos saurópodes. O Aardonyx (do holandês aard, "terra", e do grego onyx, "unha, garra" situa-se numa faixa de transição entre os Prossaurópodes, mais primitivos, e bípedes, e seus descendentes Saurópodes, que adquiriram a postura quadrúpede como traço essencial para atingirem tamanhos cada vez maiores. Saurópodes posteriores, como o Argentinosaurus e o Seismosaurus, só para citar dois exemplos, beiraram os 30m de comprimento e podem ter chegado próximo de 100 toneladas de peso, quase no limite teórico de massa para animais terrestres.
Como durante o Jurássico Inferior todos os continentes encontravam-se amalgamados em uma única massa, Pangéia, as faunas eram muito semelhantes, mesmo em formação bem distantes entre si. Prova disso é que há muitas similaridades entre as formações Elliot (África do Sul), Los Colorados (Argentina), Hanson (Antártida), Portland (EUA) e Lufeng (China).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Evolução 73: Spinophorosaurus

Um novo saurópode do Jurássico Médio do Níger, Spinophorosaurus nigerensis., é o mais completo saurópode basal conhecido até o momento, devido ao ótimo estado do esqueleto fossilizado descoberto. Compartilhando muitas características anatômicas em comum com dinossauros afins e contemporâneos da Ásia oriental, estranhamente é bem diferente de formas contemporâneas da Índia e América do Sul. A explicação que emerge deste aparente paradoxo é que tenha havido algum separação geográfica entre as faunas do sul (América do Sul, Antártida, Austrália, Índia, Madagascar) e do norte do supercontinente de Gondwana (África), talvez graças a uma grande faixa desértica central cortando-o e dificultando a dispersão dos diversos animais.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Evolução 67: Galvesaurus

O dinossauro espanhol Galvesaurus ganhou uma pormenorizada descrição no tese de doutorado de José Luís Barco.
Sistemática e implicaciones filogenéticas y paleobiogeográficas del saurópodo Galvesaurus herreroi (Formación Villar del Arzobispo, Galve, España)

Com isso, sua posição filogenética está bem definida dentro de um grupo de saurópodes mais avançados que o Camarasaurus, com Galvesaurus herreroi (Titoniano-Berriasiano, Formação Villar del Arzobispo, Teruel, Espanha) ocupando uma posição basal neste grupo, seguido pelo tailandês Phuwiangosaurus (Hauteriviano-Valanginiano), e por um clado de gigantes laurasianos, composto pelos espanhóis Aragosaurus ischiaticus (Hauteriviano-Barremiano, Formação Las Zabacheras, Teruel) e Tastavinsaurus sanzi (Aptiano-Albiano, Formação Xert, Teruel), e os norte-americanos Venenosaurus dicrocei e Cedarosaurus weiskopfei (Berriasiano-Hauteriviano, Formação Cedar Mountain). As consequências paleobiogeográfricas deste estudo indicam um contexto misto nas faunas ibéricas no intervalo estendendo-se do final do Jurássico ao começo do Cretáceo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Evolução 23: Tastavinsaurus, o novo dinossauro espanhol

Paleontólogos espanhóis acabam de identificar uma nova espécie de dinossauro, batizada de Tastavinsaurus sanzi. O novo dinossauro provém do Cretáceo Inferior (Aptiano), e seus fósseis foram encontrados na localidade de Peñarroya de Tastavins, em Teruel, em terrenos integrantes da Formação Xert. O dinossauro faz parte do grupo dos saurópodes (Sauropoda), e seu esqueleto é um dos mais completos e mais bem preservados do começo do Cretáceo europeu.
A nova espécie possui uma série de semelhanças com o saurópode norte-americano Venenosaurus, e está considerada como parte do subgrupo dos Titanosauriformes.


Canudo J, Royo-Torres R, Cuenca-Bescós G (2008) A New Sauropod: Tastavinsaurus Sanzi Gen. Et Sp. Nov. from the Early Cretaceous (Aptian) of Spain. Journal of Vertebrate Paleontology: Vol. 28, No. 3 pp. 712–731

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Evolução 4: O dinossauro-vaca

Paleontólogos apresentam esqueleto de "dinossauro aberrante"

da France Presse, em Washington

Uma nova espécie de dinossauros africanos, de cerca de 110 milhões de anos foi descoberta nesta quinta-feira (14) por paleontólogos americanos em Washington. O dinossauro apresenta uma diferente morfologia, com um focinho que funciona como aspirador e um crânio quase translúcido.

O dinossauro descoberto pertence ao grupo dos saurópodes, que são grandes quadrúpedes herbívoros e têm patas e pescoço compridos. Batizado de Nigersaurus Taqueti, 80% de sua ossada foi apresentada nesta quinta-feira (15) na Nigéria.

O nome "Taqueti" foi dado em homenagem ao paleontólogo francês Philippe Taquet, pesquisador pioneiro deste animal cujos primeiros ossos foram encontrados na décade de 1950, disse Paul Sereno, que dirige o trabalho dos paleontólogos.

Um outro francês, Didier Dutheil, membro da equipe de Paul Sereno, tinha localizado o crânio deste dinossauro em 1997. Nesta expedição e na seguinte, os paleontólogos conseguiram encontrar cerca de 80% de seu esqueleto.

Exposição

Uma exposição destinada a este dinossauro será inaugurada hoje no Museu da National Geographic em Washington, onde serão apresentados os fósseis originais, o esqueleto e o crânio reconstituídos do animal.

Medindo 13 metros de comprimento, este primo menos conhecido, mais novo e menor do Diplodoco americano, possuía um focinho pouco habitual com narinas externas e não retráteis. Além disso, apresentava ainda uma mandíbula que se assemelhava a uma tesoura de 30 centímetros de comprimento dotada com 500 dentes, dos quais a maioria servia para substituir os perdidos ou utilizados.

"Entre todos os dinossauros, o Nigersaurus Taqueti bate, sem dúvida, o recorde do Guinness pelo número de dentes de substituição", afirmou Paul Sereno.

Incapaz de virar o pescoço a ponto de levar a cabeça até suas costas, o Nigersaurus se comportava mais como uma vaca do que como uma girafa.

Graças a uma tomografia computadorizada, os paleontólogos obtiveram imagens do interior do crânio deste dinossauro e puderam reconstituí-lo a partir da análise das marcas cerebrais deixadas na caixa craniana.

A coluna vertebral do dinossauro também apresenta características peculiares. Suas vértebras eram finas, e os paleontólogos acham difícil imaginar como elas podem resistir às tensões quotidianas, revelou Jeffrey Wilson, membro de uma equipe de pesquisa. "Mas nós sabemos que elas funcionavam perfeitamente", esclareceu ele.

"Dinossauro aberrante"

Os trabalhos de pesquisa de Paul Moreno foram parcialmente financiados pela National Geographic Society em Washington, pela fundação David e Lucile Packard e pela Universidade de Chicago.

O Nigersaurus será objeto de um artigo no número de dezembro da National Geographic intitulado "Dinossauros aberrantes" com uma foto do animal reconstituído.



As fotos foram tirados do site da Globo.com