segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Genealogia 433: Ancestrais de Maria Inácia, do Rio Pardo

Primeira Geração

1. Maria Inácia nasceu em Rio Pardo-RS.

Maria casou-se com Antônio Luís Alvernaz, filho de Manuel Luís Alvernaz e Ágada Pereira. Antônio nasceu em Calheta, ilha de São Jorge.


Segunda Geração

2. Manuel de Matos nasceu em Topo, ilha de São Jorge. Ele casou-se com Maria Rosa.

3. Maria Rosa nasceu em 7 setembro 1708 em Topo, ilha de São Jorge.


Terceira Geração

4. Manuel da Rosa nasceu em Santo Antônio, ilha do Pico. Ele casou-se com Paula de Matos em 30 maio 1724 em Topo, ilha de São Jorge.

5. Paula de Matos foi batizada em 8 setembro 1692 em Topo, ilha de São Jorge .

6. Mateus Ferreira Dias nasceu em Velas, ilha de São Jorge. Ele casou-se com Catarina Coelho em 11 setembro 1707 em Topo, ilha de São Jorge.

7. Catarina Coelho.


Quarta Geração

8. Matias Dutra casou-se com Maria de Serpa em 7 fevereiro 1700 em Santo Antônio, ilha do Pico.

9. Maria de Serpa.

10. João de Barcelos nasceu em Velas, ilha de S.Jorge. Ele casou-se com Catarina Dias em 10 fevereiro 1681 em Topo, ilha de São Jorge.

11. Catarina Dias foi batizada em 18 janeiro 1665 em Topo, ilha de São Jorge .

12. João Dias da Rosa nasceu em Topo, ilha de São Jorge. Ele casou-se com Isabel Soares Ferreira em 9 julho 1676 em Manadas, ilha de São Jorge.

13. Isabel Soares Ferreira nasceu em Manadas, ilha de São Jorge.

14. Domingos (Diogo) Fernandes faleceu em 13 abril 1698 em Topo, ilha de São Jorge. Ele casou-se com Maria Coelho em 9 julho 1676 em Manadas, ilha de São Jorge.

15. Maria Coelho foi batizada em 8 fevereiro 1646 em Topo, ilha de São Jorge .


Quinta Geração

16. Bartolomeu Dutra casou-se com Francisca Ferreira.

17. Francisca Ferreira.

18. Domingos Vieira da Fonseca casou-se com Beatriz de Serpa.

19. Beatriz de Serpa.

20. André Fernandes casou-se com Bárbara Gomes.

21. Bárbara Gomes.

22. Manuel de Matos Mendes nasceu em Topo, ilha de São Jorge. Ele casou-se com Maria Lucas em 15 julho 1646 em Nove Ribeiras, ilha Terceira.

23. Maria Lucas nasceu cerca de 1626.

24. Manuel Dias da Rosa casou-se com Isabel Dias em 22 novembro 1648 em Topo, ilha de São Jorge.

25. Isabel Dias.

26. Francisco Ferreira casou-se com Ana Soares.

27. Ana Soares.

28. Belchior Fernandes casou-se com Joana da Cruz.

29. Joana da Cruz.

30. Domingos Coelho nasceu em Velas, ilha de São Jorge. Ele casou-se com Isabel Cerveira da Rosa Lourenço em 12 junho 1645 em Topo, ilha de São Jorge.

31. Isabel Cerveira da Rosa Lourenço.


Sexta Geração

44. João de Matos Mendes casou-se com Ana Francisca.

45. Ana Francisca nasceu em Topo, ilha de São Jorge.

46. Salvador Lucas nasceu antes 1596. Ele casou-se com Catarina Dias.

47. Catarina Dias nasceu antes 1606.

50. Manuel Pires casou-se com Perpétua Dias Netto.

51. Perpétua Dias Netto.

60. Antônio Gonçalves Gato casou-se com Maria Coelho.

61. Maria Coelho.

62. Francisco de Freitas casou-se com Maria Ferreira.

63. Maria Ferreira.


Sétima Geração

92. Salvador Lucas foi batizado em 6 abril 1550 em Nove Ribeiras, ilha Terceira. Ele casou-se com Isabel Pires em 8 janeiro 1576 em Nove Ribeiras, ilha Terceira.

93. Isabel Pires nasceu cerca de 1556.

domingo, 9 de agosto de 2009

Mitologia 32: Dionísio ou Baco


Dionysos (variantes Dionysios, Dionys, Dionnys, Diounys), também chamado de Bakkhos, era o deus que personalizava a embriaguez do vinho. Simbolizava a libertação das amarras sociais e morais, a entrega total aos prazeres, ao êxtase místico. Seus animais associados eram o touro, o bode, o cervo, a serpente, o leão e a pantera. Suas plantas eram a hera, a videira, a cevada, a figueira e o pinheiro. Havia muitas formas diferentes de representá-lo, pois ora aparece como um jovem imberbe esbelto, ora como um gorducho, ora como um deus barbudo com chifres. É visto como um deus estrangeiro, amálgama de dois cultos distintos, um vindo da Trácia, e outro da Frígia (na Turquia), de deuses morituros da vegetação. Estes cultos adotaram o nome de um deus já adorado na Grécia, pois o nome Dionysos já aparece nas inscrições de Creta. Este nome parece significar “Filho do Céu”, assim como o de sua mãe, Semele, significa Terra, em frígio (Zemelo). Dionysos foi o foco de primitivos cultos rurais de fertilidade, que simbolizavam a fúria do mundo selvagem, sem regras nem limites.
A mãe de Dionysos, pelo menos na versão clássica (já que lendas cretenses o fazem filho de Persephone) , era Semele, filha do rei Kadmos de Tebas. Zeus assumia a forma de um soldado para amá-la. Hera, enciumada, convenceu Semele a querer ver o amante em sua verdadeira forma. Zeus, a contragosto, aceitou e o esplendor divino de sua forma celeste fulminou a jovem como um raio. Zeus salvou seu filho da barriga da mãe, e implantou-os em sua própria coxa. Depois, com a ajuda de Hermes, fez o bebê nascer de sua coxa; daí Dionysos ser chamado de Dithyrambos, o “duas vezes nascido”.
O menino foi entregue à sua tia Ino, que o criou como se fosse menina, para escondê-lo de Hera. Depois Hermes transformou-o num cabrito e levou-o para as ninfas do Monte Nisa. Crescido, descobriu as propriedades do vinho e viajou pelo mundo, espalhando sua cultura . Os que se opunham à sua marcha frenética eram sacrificados violentamente. Seu cortejo era formado por sátiros e pelas bacantes ou mênades, mulheres em transe, vestidas com peles de animais sacrificados, dançando como feras selvagens e comendo carne crua. Sua rivalidade com Hera simbolizava o contraste entre a liberdade sem limites da Natureza e a ordem e regras do mundo civilizado.
Aceito entre os deuses, Dionysos buscou sua mãe no Inferno e levou-a consigo para o Olympos. Lá, Semelê ganhou o nome de Thyonê, a “Possuída”.
Dionysos recebeu muitos nomes, dentre os quais se identificam deuses estrangeiros a ele assimilados. Um destes era o frígio Sabazios, cujo nome remonta ao indo-europeu *swo-bhwodhiyos, cognato do eslavo svobodi e do sânscrito svayambhu, "livre, autônomo".
Arte: Fred Carvalho (1999)

Mitologia 31: Persephone

A deusa Persephone (variantes Phersep(h)one, Periphona, Pherephoneia, P(h)ersephassa e Perse-phatta) formava um par indissolúvel com sua mãe Demeter, da qual muitos a consideram um alter ego mais jovem. Embora seja uma versão muito bem consolidada a de que seja filha de Zeus e Deméter, aparecendo assim tanto em Homero como em Hesíodo, existiam algumas versões alternativas. Apolodoro a considera filha de Zeus e da deusa infernal Estige (ver Estige), e uma citação enigmática nos Hinos Órficos a faz filha de Zeus e de uma ninfa subterrânea: “ Eu invoco a ninfa Melinoe, subterrânea, de vestido cor de açafrão, que gerou perto das fontes do Kokytos a venerável Persephone, do leito de Zeus Crônion (...)”. Esta Melinoe é descrita como responsável por aparições fantasmagóricas, o que nos faz pensar tanto na espectral Hekate, como na colérica Demeter-Erinys ou na própria Styx.
A jovem Perséfone, então chamada simplesmente de Kora (Kore) “Menina”, brincava com suas amigas ninfas apanhando flores, rosas, açafrões, íris, jacintos e violetas nos aprazíveis Campos Niseus. Alguns dizem que as ninfas eram filhas do Oceano, outros que eles eram as Kharites, as Horai e as Moirai. Seu tio Hades, ansioso por uma esposa, já a cobiçava, e por meio de um estratagema de Gaia fez brotar um brilhante narciso. Maravilhada com a beleza e a fragrância, Kora se abaixou para colher a flor, quando um abismo se abriu e dele emergiu o sinistro Hades, em seu veloz carro puxado por cavalos negros do Erebos. Os gritos de Kora ecoaram pelo mundo, sendo ouvidos apenas por sua angustiada mãe Demeter, pela deusa Hekate em sua caverna e pelo grande Helios, o deus do Sol, aquele que tudo ouve e tudo vê.
Demeter vagou desesperadamente sem direção, carregando com duas tochas ardentes até que a ela se uniu a noturna Hekate. Juntas, foram falar com Helios, que com muito pesar lhes contou a verdade. A juvenil Kora havia sido raptada pelo rei dos antros subterrâneos. Em sua busca agoniante, Demeter já deixara de comer ou beber, e furiosa com seu irmão-esposo Zeus, que consentira com o rapto de sua filha, abandonou o Monte Olympos. Passou a viver entre os homens, incógnita, e durante este período ensinou seus mistérios a muitos reis e realizou muitos prodígios.
Vingativa, Deméter desafiou os deuses, prometendo nunca mais por os pés no Olimpo, e proibindo a terra de dar seus frutos. Um período de seca e fome terríveis abalou os homens. Sem ter o que comer ou plantar, os humanos pararam de oferecer sacrifícios aos olimpianos. Um por um, os deuses tentaram dissuadí-la de sua raiva, mas permaneceu inflexível.
Zeus por fim decidiu intervir e ordenou a seu irmão Hades que permitisse a volta de Kora à sua mãe. Hades, fingindo aceitar, concordou, mas antes através de uma artimanha conseguiu com que Kora comesse um grão de romã. Tendo feito uma refeição no Inferno, Kora não poderia mais deixar seu esposo. A partir deste instante, a jovem deusa passa dois terços do ano com sua mãe Demeter no Olympos, e o terço restante com seu esposo Hades. Entronizada no Tartaros, passou então a ser Persephone, a Rainha dos Mortos. Ao casal Hades e Persephone as tradições mais universais não atribuem nenhum filho, embora alguns mitógrafos falem de lendas periféricas segundo as quais as Erinyes seriam filhas do casal, assim como Artemis, no seu aspecto de Artemis Khthonia a “terrestre”.
Os mitos do rapto de Persephone encerram sem dúvida temas folclóricos muito comuns em vários povos. O mito da busca por uma deusa ou deus que acaba convertendo-se numa divindade da morte encontra-se esboçada em outras lendas gregas, como a de Orpheus e Eurydike, assim como em lendas egípcias (Ísis e Osíris; cólera de Sakhmet), japonesas (Izanagi e Izanami), suméria (Inana e Dumuzi) e hebraicas (Lilith; a mulher de Ló). A tradição do “Grande Inverno”, provocado pela cólera e fuga de uma divindade da vegetação também é outro tema recorrente entre as várias mitologias, por exemplo entre os hititas (desaparecimento de Telepinush) e os escandinavos (morte de Balder). Mitos assim devem ter raízes profundas, remontando a tempos neolíticos.
Em outras lendas o amante de Persephone não é Hades, mas o próprio Zeus em sua forma ctônia, transmutado em forma de serpente. Tais aparentes contradições parecem provar na verdade o número de tradições independentes que acabaram amalgamadas de forma imperfeita nos mitos de Perséfone. Também não podemos nos esquecer que um dos epítetos de Hades era Zeus Katakhthonios, o “Zeus Subterrâneo”, daí a ligação. O filho de Zeus e Perséfone seria Iakkhos (quase uma duplicata de Dionysos, uma criança divina venerada nos Mistérios) ou Zagreus o “Grande Caçador”.
A história de Zagreus, que era corrente principalmente nas tradições órficas, o considera uma espécie de “primeiro” Dionysos. Zeus o teria gerado em Persephone, quando esta estava escondida numa caverna siciliana por sua mãe Deméter. A criança, dotada de chifres, estava destinada a se tornar o herdeiro e sucessor de Zeus. Mas os Titãs, criaturas nascidas da Terra, não queriam que tal fato ocorresse. Com o rosto coberto de cal ( uma curiosa lenda baseada num falsa relação etimológica entre titan "titã" e titanos “cal, mármore”), os titãs atraíram a criança com brinquedos e o mataram, esquartejando-o e fervendo- num caldeirão. Zeus apareceu então e furioso fulminou os titãs. A continuação da história então prossegue com muitos finais divergentes. Dizem uns que das cinzas dos corpos dos titãs teriam sido feitos os seres humanos. Outros dizem que Zeus e os deuses reconstituíram o corpo a vítima. Outras lendas, possivelmente para se conciliar com as lendas tebanas de Dionysos, dizem que Zeus salvou apenas o coração de Zagreus. O deus então fez com que sua amada Semele o comesse, e assim ela depois gerou o “segundo” Dionysos.
Kora, "menina", feminino de Kouros "menino", deriva de *K^orwa, da raiz indo-européia *k^erH- "crescer".

Evolução 64: Arenysaurus, novo dinossauro espanhol

Paleontólogos espanhóis publicaram a descrição de uma nova espécie de dinossauro hadrossaurídeo, nomeada Arenysaurus ardevoli, em terrenos datados do final do Maastrichtiano, a última divisão do Período Cretáceo, em Aren (Huesca, nos Pireneus). O estudo detalhado dos restos fósseis indicam que ele era um membro muito primitivo da subfamília dos Lambeossauríneos, estando muito próximo do dinossauro asiático Amurosaurus e anterior à bifurcação que leva às tribos dos Corythosaurini e Parasaurolophini. Tudo parece indicar alguma conexão paleogeográfica entre Europa e Ásia no final do Cretáceo. A esta descoberta junta-se a

evidênciade que o hadrossaurídeo europeu Pararhabdodon isonensis era um parente próximo do chinês Tsintaosaurus, assim como a presença de um pequeno mamífero no Cretáceo espanhol, Lainodon, considerado como parte do grupo centro-asiático Zhelestidae.

Pereda-Suberbiola, X., Canudo, J.I., Cruzado-Caballero, P., Barco, J.L. López-Martínez, N. Oms, O. & Ruiz-Omenaca (2009) The last hadrosaurid dinosaurs of Europe: A new lambeosaurine from the Uppermost Cretaceous of Aren (Huesca, Spain), C. R. Palevol, doi:10.1016/j.crpv.2009.05.002

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Evolução 63: Pampa Castillo, sítio fóssil no sul do Chile

Na localidade de Pampa Castillo, no sul do Chile, estuda-se uma rica jazida paleontológica, datada do Mioceno Inferior (Santacruciano), com dezenas de espécies descritas.



MARSUPIALIA
Palaeothentidae
Palaeothentes pascuali
Palaeothentes minutus
Palaeothentes intermedius
Palaeothentes smeti (new species)
Borhyaenidae
Cladosictis sp.
Edentata
Dasypodidae
Prozaedius sp.
Proeutatus sp.
Glyptodontidae
Propalaeohoplophorus sp.
Megalonychidae
Hapalops sp. X ?
NOTOUNGULATA
Homalodotheriidae
Homalodotherium ?
Toxodontidae
Adinotherium sp.
Nesodon sp.
Interatheriidae
Protypotherium sp.
Hegetotheriidae
Hegetotherium sp.
ASTRAPOTHERIA
Astrapotheriidae
Astrapotherium sp.
LITOPTERNA
Proterotheriidae
Proterotherium sp.
Macraucheniidae
Theosodon cf. T. gracilis
RODENTIA
Chinchillidae
Prolagostomus pusilus
Prolagostomus profluens
Prolagostomus divisus
Pliolagostomus notatus
Echimyidae
Stichomys sp.?
Spaniomys riparius
Acarechimys cf. A. minutus
Acarechimys new sp. p
Dasyproctidae
Neoreomys australis ?
Scleromys sp. (‘Scleromys’ in Laventan)
Octodontidae
Sciamys principalis
Eocardiidae
Eocardia perforata
Schistomys erro
Erethizontidae
Steiromys duplicatus
Steiromys new sp.
Neoepiblemidae
Perimys impactus
Perimys scalaris
Perimys procerus
Perimys onustus
Perimys perpinguis

A new fossil mammal assemblage from the southern Chilean Andes: implications for geology, geochronology, and tectonics
Journal of South American Earth Sciences, Volume 15, Issue 3, July 2002, Pages 285-302
John J. Flynn, Michael J. Novacek, Holly E. Dodson, Daniel Frassinetti, Malcolm C. McKenna, Mark A. Norell, Karen E. Sears, Carl C. Swisher III, André R. Wyss

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Etimologia 66: Nomes de capitais européias

MADRID (MADRI) - do árabe Al-Mayrît, talvez "lugar das árvores"
LISBOA - do grego Olisippo, talvez do fenício Allis Ubbo
BERLIN (BERLIM) - do lusácio "pantanosa"
LONDRES (LONDON) - do latim Londinium, talvez do celta Caerludein "cidade de Ludd", ou de Lyndon "águas sombrias"
ROMA - do etrusco Ruma
PARIS - do latim Lutetia Parisiorum, "Lutécia dos Parisii". Os Parisii eram uma tribo gaulesa, do celta parisios "trabalhador ou artesão"
MOSKVA (MOSCOU) - do russo Grad Moskov, "cidade junto ao Rio Moskva", cujo nome remontar a uma língua fínica, significando "escuro ou turbulento"
VARSÓVIA
BUDAPEST (BUDAPESTE) - da junção das cidades de Buda, do nome do huno Bleda, irmão de Átila, e Pest, do eslavo pec "forno, fornalha".
BUCURES,TI (BUCARESTE) - do nome de um personagem lendário chamado Bukur.
AMSTERDAN (AMSTERDÃ) - de Amstelledamme, "pessoas vivendo junto ao rio Amstel".
KOPENHAGEN (COPENHAGUE)