terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Prestigiando
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Genealogia 43: Antônio José Pinto Bandeira
Encontrei o casamento do Antonio José Pinto Bandeira em Curitiba, que seria de um ramo aparentemente sem ligação com os Pinto Bandeiras lagunenses-gaúchos. Mas... este Antônio vem de São Mamede de Bustelo, Amarante, Porto. O José Pinto Bandeira, genearca dos lagunenses, seria de "São Mamede do Valongo, Porto", freguesia onde procurei o batismo dele e não encontrei nada. Haverá um parentesco entre os dois?
Modified Register para João Álvares
Primeira Geração
1. Manuel Álvares (e não João, como citado nos registros de Curitiba).
João casou-se com Ana Pinto.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 2 M i. José Álvares Pinto.
Segunda Geração
2. José Álvares Pinto (João).
José casou-se com Maria Ribeiro.
Eles tiveram os seguintes filhos
3 M i. Antônio José Pinto Bandeira nasceu em São Mamede de Bustelo, Amarante, Porto (Portugal).
Antônio casou-se com1 Maria Domingues de Jesus, filha de Simão João Domingues e Maria Marques, em 12 maio 1790 em Curitiba-PR. Maria nasceu2 em Curitiba-PR.
Fontes
1. microfilmes LDS, NSa da Luz, Curitiba, 7 jan 2007. Pesquisado por João Simões Lopes Filho.
2. microfilmes LDS, NSa da Luz, Curitiba, 7 jan 2007. Pesquisado por João Simões Lopes Filho.
Genealogia 42: João Barbosa Calheiros, em Curitiba
Modified Register para Afonso Ortegas =VdO
Primeira Geração
1. Afonso Ortegas (=Afonso Viegas de Oliveira) nasceu em São Paulo-SP.
Afonso casou-se com Ana Barbosa Calheiros. Ana nasceu antes 1705 em São Francisco do Sul-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 2 M i. Manuel Barbosa Calheiros nasceu cerca de 1725.
Segunda Geração
2. Manuel Barbosa Calheiros (Afonso) nasceu cerca de 1725 em São Francisco do Sul-SC.
Manuel casou-se com (1) Francisca Ribeiro (de Siqueira) Rodrigues, filha de Francisco Rodrigues de Siqueira e Luzia Leme Barbosa. Francisca foi crismada1 em 23 março 1736 em Itu-SP .
Eles tiveram os seguintes filhos
3 F i. Maria da Conceição Barbosa nasceu cerca de 1749 em São Francisco do Sul-SC.
Maria casou-se com Vicente da Silveira, filho de Lourenço da Silveira e Ana Felícia de São José, em 28 setembro 1769 em Rio Pardo-RS. Vicente foi crismado em 14 abril 1752 em Rio Grande-RS.
4 M ii. Antônio Ribeiro Barbosa nasceu cerca de 1745 em São Francisco do Sul-SC.
Antônio casou-se com Maria Rosa, filha de Antônio Paieju e Margarida Mynendy, em 11 outubro 1775 em Rio Pardo-RS. Maria nasceu em São Miguel, Missões-RS.
5 F iii. Joana Ribeiro nasceu cerca de 1757 em São Francisco do Sul-SC.
Joana casou-se com Juan d' Abiles, filho de José d' Abiles e Rosalia Servantes, em 8 novembro 1777 em Rio Pardo-RS. Juan nasceu em San Pedro de Sevilla (Espanha).
6 M iv. Gonçalo de Siqueira Barbosa2 nasceu3 cerca de 1750 em São Francisco do Sul-SC.
Gonçalo casou-se com Clara Mendes de Jesus, filha de Manuel Mendes e Maria Pereira de Jesus. Clara nasceu em Triunfo-RS.
7 M v. João Barbosa Calheiros nasceu em São Francisco do Sul-SC.
João casou-se com Teresa dos Reis Batalha, filha de Silvestre dos Reis Batalha e Helena da Silva. Teresa foi crismada em 19 dezembro 1751 em Colonia (Uruguai) .
8 F vi. Maria (sic) Barbosa da Conceição nasceu cerca de 1755 em São Francisco do Sul-SC.
Maria casou-se com João Cordeiro da Cruz, filho de Marcelino Cordeiro e Maria Ramires, em 3 novembro 1775 em Rio Pardo-RS. João nasceu em Laguna-SC (Santo Antônio).
Houve outro Manuel Barbosa Calheiros que se casou com1 (2) Isabel Francisca de Lemos . Isabel nasceu em Cananéia-SP.
Eles tiveram os seguintes filhos
9 M vii. alferes João Barbosa Calheiros nasceu em Iguape-SP.
João casou-se com (1) Luzia Leme da Silva.
João também casou-se com1 (2) Ana Gonçalves Teixeira, filha de Antônio José Teixeira e Maria Rodrigues Moreira, em 4 setembro 1786 em Curitiba-PR. Ana nasceu5 em Curitiba-PR.
Fontes
1. Arquivo Pessoal de Enrique Yarza Rovira, 4 abr 2006. FRANCISCA RIBEIRO fue bautizada el 23.3.1736 (Libro Bts. 1721-1738, fo. 64v). Ps: Sebastiao Leite y Fca. de Quadros.HNOS:1. Quiteria LEME. cm 1761 en Itú con José Fco. da Silva.2. Ma. RODRIGUES BARBOSA. Cmc. Sebastiao Velho de Crasto a. 1742.
2. FABRÍCIO, José de Araújo, A freguesia de Nosso S.Bom Jesus de Triunfo, Revista do Instituto Histórico e Geográfico do RS, v.27, n.1-4 (1947).
3. FABRÍCIO, José de Araújo, A freguesia de Nosso S.Bom Jesus de Triunfo, pg.278.
4. microfilmes LDS, NSa da Luz, Curitiba, 7 jan 2007. Pesquisado por João Simões Lopes Filho.
5. microfilmes LDS, NSa da Luz, Curitiba, 7 jan 2007. Pesquisado por João Simões Lopes Filho.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Genealogia 41: Antônio Correia da Silveira
Primeira Geração
1. Antônio Correia da Silveira foi batizado1 em 17 abril 1757 em Florianópolis-SC (Lagoa).
Antônio casou-se com (1) Maria Vitória de Jesus, filha de Antonio Correia da Silveira e Bárbara Maria. Maria foi batizada em 27 julho 1767 em Florianópolis-SC (Lagoa) .
Eles tiveram os seguintes filhos
2 M i. Silvano Correia da Silveira foi batizado em 4 setembro 1797 em Encruzilhada do Sul-RS.
Silvano casou-se com Maria Leocádia da Silveira, filha de Manuel Marques da Silveira e Leocádia Maria da Trindade, em 2 dezembro 1820 em Encruzilhada do Sul-RS.
3 F ii. Ana Maria de Jesus foi batizada em 4 julho 1798 em Encruzilhada do Sul-RS .
Ana casou-se com Jerônimo Francisco Guimarães, filho de Custódio Francisco e Maria Alves da Silva. Jerônimo nasceu em São João de Ponte, Braga (PT).
4 F iii. Bárbara Maria da Silveira foi batizada em 11 novembro 1800 em Encruzilhada do Sul-RS .
Bárbara casou-se com Pedro Rodrigues da Silva, filho de José Rodrigues da Silva e Genoveva Maria da Conceição. Pedro foi batizado em 6 agôsto 1801 em Encruzilhada do Sul-RS.
5 F iv. Vitalina Maria da Luz foi batizada em 27 março 1803 em Encruzilhada do Sul-RS .
Vitalina casou-se com Carlos Marques da Silveira, filho de Manuel Marques da Silveira e Leocádia Maria da Trindade, em 2 dezembro 1820 em Encruzilhada do Sul-RS. Carlos foi batizado em 1 dezembro 1799 em Encruzilhada do Sul-RS.
Antônio também casou-se com1 (2) Brízida Maria, filha de Antônio Pereira Henriques e Severina Maria.
Eles tiveram os seguintes filhos
6 F v. Maria Silveira da Luz foi batizada em 6 dezembro 1806 em Encruzilhada do Sul-RS .
Maria casou-se com Manuel Geraldo Ferreira.
7 F vi. Joana nasceu em Encruzilhada do Sul-RS e foi batizada em 29 agôsto 1808 em Encruzilhada do Sul-RS .
8 M vii. Januário Antonio de Souza foi batizado em 8 outubro 1810 em Encruzilhada do Sul-RS.
Januário casou-se com Inácia Joaquina de Souza, filha de Joaquim Antonio de Souza e Inocencia Maria da Conceição, em 9 maio 1830 em Encruzilhada do Sul-RS. Inácia foi batizada em 1804 em Encruzilhada do Sul-RS .
9 M viii. Manuel José de Souza.
Manuel casou-se com Maria Joaquina de Souza, filha de Joaquim Antonio de Souza e Inocencia Maria da Conceição, em 4 outubro 1832 em Encruzilhada do Sul-RS.
Fontes
1. microfilmes LDS, Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, Florianópolis/SC. Batismos. Pesquisado por João Simões Lopes Filho.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Genealogia 40: Descendentes de Manuel de Morais
Modified Register para Manuel de Morais
Primeira Geração
1. Manuel de Morais.
Manuel casou-se com Margarida de Souza.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 2 F i. Joana Francisca nasceu cerca de 1733 e faleceu em 7 julho 1800.
+ 3 M ii. Antônio de Morais nasceu cerca de 1736 e faleceu em 24 outubro 1798.
+ 4 F iii. Antônia Margarida nasceu antes 1743 e faleceu em 8 agôsto 1821.
+ 5 M iv. Francisco de Morais faleceu em 3 agôsto 1835.
Segunda Geração
2. Joana Francisca (Manuel de) nasceu cerca de 1733 em Ilha de Santa Maria. Ela faleceu em 7 julho 1800 em testamento - Porto Alegre-RS.
Joana casou-se com José Alves Coelho, filho de Manuel Coelho e Engrácia Quitéria dos Anjos. José nasceu em Doze Ribeiras, ilha Terceira.
Eles tiveram os seguintes filhos
6 M i. Vicente Alves Coelho nasceu cerca de 1753 em Rio Pardo-RS.
Vicente casou-se com Perpétua Rosa do Sacramento, filha de Francisco Martins Laia e Francisca da Paixão de Jesus, em 18 fevereiro 1783 em Rio Pardo-RS. Perpétua nasceu em 1765 em Rio Pardo-RS. Ela faleceu em 20 dezembro 1832 em Rio Pardo-RS.
7 M ii. Antônio José Alves nasceu cerca de 1755 em Rio Pardo-RS.
Antônio casou-se com Inocência da Trindade, filha de Teodoro Lopes de Carvalho e Rosa Maria, em 31 março 1785 em Rio Pardo-RS. Inocência nasceu em Rio Pardo-RS.
8 M iii. José Alves Coelho nasceu cerca de 1760 em Rio Pardo-RS.
José casou-se com Máxima Maria do Espírito Santo, filha de Manuel Francisco da Silveira e Josefa Francisca de São Francisco, em 24 agôsto 1790 em Rio Pardo-RS. Máxima nasceu cerca de 1770 em Rio Pardo-RS.
9 M iv. Manuel Alves Coelho de Morais1 nasceu em 1789 em Rio Pardo-RS.
Manuel casou-se com Angélica Francisca Ilha, filha de Joaquim Francisco Ilha e Eusébia Maria da Assunção Fernandes, em 6 fevereiro 1820 em Pelotas-RS. Angélica nasceu em 7 dezembro 1790 em Rio Pardo-RS e foi batizada2 em 19 dezembro 1790 em Rio Pardo-RS .
3. Antônio de Morais (Manuel de) nasceu cerca de 1736 em Vila do Porto, ilha de Santa Maria. Ele faleceu em 24 outubro 1798 em Porto Alegre-RS.
Antônio casou-se com Maria da Trindade, filha de Caetano de Souza Nunes e Paula Maria Cardoso, em 20 janeiro 1766 em Rio Pardo-RS. Maria nasceu em 5 julho 1752 em Rio Grande-RS.
Eles tiveram os seguintes filhos
10 M i. João Antônio de Morais nasceu em Rio Pardo-RS.
João casou-se com Jerônima Velosa da Fontoura, filha de João Carneiro da Fontoura e Isabel da Silva (cigana), em 1790. Jerônima foi batizada3 em 18 fevereiro 1748 em Rio Grande-RS . Ela faleceu4 em 29 março 1832 em Encruzilhada do Sul-RS.
11 M ii. Gabriel Antônio de Morais faleceu5 em 13 junho 1815 em Rio Pardo-RS.
Gabriel casou-se com Escolástica Maria do Nascimento, filha de Antônio Jacinto (de Oliveira) Pereira e (?) Mariana de São José. Escolástica nasceu depois 1766.
12 F iii. Severina Maria de Jesus6 nasceu c.1767 em Rio Pardo-RS.
Severina casou-se com Bernardino Munhoz de Camargo, filho de Francisco Munhoz de Camargo e Maria de São Francisco, em 26 agôsto 1784 em Rio Pardo-RS. Bernardino nasceu em 1761 em Rio Pardo-RS.
13 F iv. Perpétua Maria do Rosário nasceu7 em Rio Pardo-RS.
Perpétua casou-se com8 Miguel Martins Laia, filho de Francisco Martins Laia e Francisca da Paixão de Jesus, em 30 julho 1794 em Rio Pardo-RS. Miguel foi batizado9 em 6 outubro 1773 em Rio Pardo-RS. Ele faleceu10 em 11 fevereiro 1860 em Santa Maria-RS.
14 M v. José Antônio de Morais.
15 M vi. Francisco de Morais nasceu em Rio Pardo-RS.
Francisco casou-se com Ana Maria, filha de Pedro Machado Soares e Ana Maria. Ana nasceu em Rio Pardo-RS.
16 M vii. Pedro.
17 M viii. Antônio.
18 M ix. Joaquim.
19 M x. Salvador.
20 M xi. Bento.
21 F xii. Maria.
22 F xiii. Rosa.
23 F xiv. Inocência.
4. Antônia Margarida (Manuel de) nasceu antes 1743 em NSa do Socorro, ilha de Santa Maria. Ela faleceu em 8 agôsto 1821 em Rio Pardo-RS.
Antônia casou-se com Manuel Gomes.
Eles tiveram os seguintes filhos
24 F i. Ana Joaquina nasceu cerca de 1763 em Rio Pardo-RS.
Ana casou-se com Francisco Gonçalves da Trindade, filho de João Gonçalves da Cunha e Maria dos Anjos, em 21 agôsto 1783 em Rio Pardo-RS. Francisco foi batizado em 18 outubro 1754 em Viamão-RS.
25 F ii. Maria Antônia nasceu em Rio Pardo-RS.
Maria casou-se com Manuel Francisco da Silveira, filho de Manuel Francisco da Silveira e Josefa Francisca de São Francisco, em 19 novembro 1783 em Rio Pardo-RS. Manuel nasceu em Rio Pardo-RS.
26 F iii. Francisca Antônia nasceu em Rio Pardo-RS.
Francisca casou-se com Manuel Machado Soares, filho de Pedro Machado Soares e Ana Maria, em 3 dezembro 1787 em Rio Pardo-RS. Manuel nasceu em Rio Pardo-RS.
5. Francisco de Morais (Manuel de) nasceu em Ilha de Santa Maria. Ele faleceu em 3 agôsto 1835 em Porto Alegre-RS.
Francisco casou-se com Maria do Nascimento.
Eles tiveram os seguintes filhos
27 M i. Joaquim.
28 M ii. Antônio.
29 M iii. José.
30 M iv. Constantino.
31 M v. Francisco.
32 F vi. Josefa.
Fontes
1. comunicação pessoal via e-mail. Régis Hamilton Coelho.
2. Arquivo Pessoal de Jorge Appel Soirefman.
3. GUIMARÃES, João Pinto da Fonseca & FELIZARDO, Jorge G., Genealogia Riograndense, pg.193.
4. GUIMARÃES, João Pinto da Fonseca & FELIZARDO, Jorge G., Genealogia Riograndense, pg.193.
5. CARVALHO, E. d'Artagnan, Livro de Registros de Testamentos - Rio Pardo, in Revista do Arquivo Público do Rio Grande do Sul, n.6., n.17, pg.9.
6. MUNHOZ SCHMIDT, Jandira, Família Munhoz de Camargo : Raízes pioneiras na formação de São Paulo e Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A Autora. 1998, pg.94.
7. Arquivo Pessoal de Diego de Leão Pufal.
8. Arquivo Pessoal de Diego de Leão Pufal.
9. Arquivo Pessoal de Diego de Leão Pufal.
10. Arquivo Pessoal de Diego de Leão Pufal.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Evolução 7: um ancestral da baleia?
Grupo acha ancestral terrestre de baleias
RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo
Poderia um bicho do tamanho de uma raposa e parecido com um veadinho ser um parente próximo das baleias e golfinhos? Não só pode, como é a melhor hipótese até agora para explicar a evolução dos mamíferos marinhos, segundo um estudo de cientistas dos EUA e da Índia publicado hoje na revista científica "Nature".
Para o pesquisador Hans Thewissen, das Universidades do Nordeste de Ohio, EUA, o mamífero extinto que viveu há 50 milhões de anos, conhecido pelo nome científico Indohyus, seria uma espécie de "elo perdido" na evolução dos cetáceos, mamíferos marinhos como a baleia ou o golfinho.
Apesar de esses fósseis serem conhecidos há vários anos, a nova hipótese surgiu graças a um acidente: um técnico de laboratório quebrou o crânio de um Indohyus, na altura do ouvido. Ele mostrou o dano a Thewissen, que ficou intrigado com a espessura do osso, que lembrava o das baleias.
Ao reestudar o fóssil, descobriu que, além da estrutura do crânio, duas outras evidências indicavam que o animal passava boa parte do tempo na água --a espessura dos ossos das patas e sua composição físico-química.
"Os ossos são como os de animais terrestres, mas sua espessura é como a dos ossos de hipopótamos, que os ajudam a andar no fundo do rio", declarou Lisa Noelle Cooper, uma das autoras do estudo.
Água à vista
A vida no planeta surgiu no mar e depois passou à terra firme. Os mamíferos aquáticos fizeram o caminho de volta, mas o registro fóssil dessa fase de transição ainda tem falhas.
Thewissen e seus colegas descobriram várias espécies de baleias primitivas na década de 1990 e vêm estudando-as desde então. "Há 40 milhões de anos, as baleias eram semelhantes às de hoje", declarou ele em entrevista gravada e distribuída pela "Nature"; mas basta voltar outros cinco milhões de anos e os ancestrais das baleias passam a ser bem diferentes.
Um capítulo antes na história da evolução, esses animais eram semelhantes a crocodilos --tinham patas e viviam em mar raso. Thewissen descobrira o fóssil de uma dessas espécies, a Ambulocetus natans, e anunciado seu achado em 1994.
Outra descoberta da equipe também não lembra nem de longe uma baleia. O Pakicetus attacki, descrito em 2001, lembra uma mistura de porco com cachorro, mas os ossos indicam o parentesco com cetáceos. O fato de ele ser semelhante a um crocodilo e se alimentar de presas capturadas em água rasa aparentemente dava apoio à teoria mais comum sobre a transição da terra para a água. Achava-se que ancestrais das baleias seriam ungulados, animais com casco nas patas.
Estudos com DNA mostraram que, dos animais vivos, os mais próximos das baleias são os hipopótamos -que infelizmente são bem mais recentes na evolução e não revelam muito sobre a transição dos cetáceos para a água.
Os fósseis do Indohyus foram achados na Caxemira, região dividida entre Índia e Paquistão. Esses animais não eram bons nadadores, e seus dentes indicam que eles passavam bom tempo na água --uma hipótese é que, apesar de herbívoros, eles nadavam para escapar de predadores. Passando tanto tempo na água começaram a se alimentar ali também.
Mudança de dieta
"Nós propomos que a mudança de dieta foi o evento que definiu a origem dos cetáceos", escreveram os autores. "Os cetáceos se originaram de um ancestral como o Indohyus e mudaram sua dieta para uma de presas aquáticas", afirmaram.
A hipótese de que o Indohyus seja o "elo perdido" na evolução de baleias e golfinhos promete gerar polêmica --algo muito comum na paleontologia, área de pesquisa em que muitos trabalhos têm de ser baseados em pouca evidências. Por exemplo, Kenneth Rose, pesquisador da Universidade Johns Hopkins, afirma que as evidências de Thewissen e colegas ainda não são conclusivas.
Ele comentou também que um dos traços essenciais usados no estudo, a estrutura do osso do ouvido, é difícil de analisar e parece ser baseado em apenas um espécime.