domingo, 30 de novembro de 2008

Mitologia 24: As Genealogias de Argos (parte 2)


Continuando as minhas divagações sobre Argos...
Algo que salta aos olhos quando vemos as genealogias dos reis argivos de uma perspectiva geral é a forma como uma série de tradições diversas foram "costuradas" em uma extensa árvore genealógica. O ramo descendente da princesa Io inclui personagens que extrapolam o contexto de Argos e de sua região, a Argólida:
  1. Agenor (Agênôr), rei da Síria, esposo de Telefassa (ou Argíope) , foi pai de Cadmo (Kadmos), Fênix (Phoinix), Cílix (Kilix), Taso (Thasos) e Europa (Eurôpa). Cadmo será o fundador mítico da cidade grega de Tebas, na Beócia; Fênix é o epônimo da Fenícia; Cílix da Cilícia; Taso da ilha de Tasos; Europa foi raptada por Zeus em forma taurina e tornou-se a mãe do grande rei cretense Minos.
  2. Belo (Bêlos), rei do Egito, e pai de Dânao e Egito, e seu nome remete-nos ao deus semítico *Ba`lu (babilônio Bel, cananeu Baal).
A ligação da genealogia argiva com povos estrangeiros parece obviamente ser um acréscimo posterior, um "apêndice" incorporado às tradições locais para explicar uma série de povos vizinhos. Da mesma forma, a lenda de Io, foi progressivamente remodelada para explicar uma série de eventos: o nome do Mar Jônico; o nome do Estreito de Bósforo (em grego Bôsporos, "passagem da vaca"); e até o culto egípcio à deusa-vaca, na forma de Ísis (então confundida pelos helênicos com a "genuína" deusa-vaca Hátor). Tratam-se de etimologias populares, formuladas a partir de semelhanças fortuitas entre nomes. As tradições vinculam Argos ao Egito podem ter uma base real, e isto vem sendo estudado por autores como Martin Bernal, autor de Black Athena. Neste livro ele defende a tese de que a cultura grega tem raízes afro-asiáticas, especialmente na Fenícia e no Egito, o que seria confirmado pelos mitos de fundação de diversas cidades helênicas, como Tebas, Argos e até Atenas. Embora suas teses sejam polêmicas, e tenha sofrido muitas contestações, o livro levanta alguns questionamentos interessantes. É sabido por exemplo que Io, no dialeto argivo (iô), significava "lua", muito similar à palavra egípcia para lua, yah. Esta palavra pode também estar na raiz do nome Íaso (Iasos). Mesmo que as raízes egípcias de Argos venham a ser confirmadas, a inclusão de tantos povos vizinhos numa genealogia local parece ser um acréscimo posterior.
Teríamos assim uma genealogia "original", que vai do patriarca Foroneu até o rei destronado Gelanor. A partir daí o que temos é uma "costura" que incorpora elementos egípcios, asiáticos e beócios à genealogia argiva. Existiam tradições locais beócias divergentes sobre a origem do herói Cadmo, nas quais ele era filho do herói tebano autóctone Ógigo (Ôgygos); Cílix, Fênix e Taso são personagens "vazios", dos quais nenhuma lenda particular existe, constando apenas como irmãos que ajudam seu pai a buscar pela irmã raptada; aparecem para explicar uma série de países vizinhos, assim como as colônias fenícias na ilha de Tasos. Belo pode ser uma helenização do Bel mesopotâmico e do Baal fenício (provavelmente), e Egito é apenas mais um epônimo (epônimo é um personagem que dá nome a um lugar).
A lenda original das Danaides parece falar de um grupo de mulheres vindas do mar para morrer em Argos. Acredito que elas fossem inicialmente uma raça de seres míticos, como as Sereias, Nereidas e Amazonas. Escrevi sobre isso na minha primeira postagem sobre A Origem das Amazonas. Mulheres aquáticas e ferozes, que invadiram a terra e foram derrotadas, talvez seu nome original fosse Danaides, e o nome Dânao tenha sido "fabricado" para dotá-las de um pai humano. No entanto, dânaos é um nome étnico, que designa um povo grego, e é visto como muitos como relacionado ao misterioso povo dos Deneen que invadiu o Egito com as hordas dos Povos do Mar, em 1 200 a.C. Outras possibilidade vinculam este nome ao indo-europeu *Danu-, "água, rio, deusa-rio", e até mesmo à tribo israelita de Dan. A mesma raiz aparece no nome da princesa Danae, mãe de Perseu. A proto-forma dos nomes era *DanaFos e *DanaFâ, onde o "F" é um digamma, uma letra grega equivalente ao sol de "w", e que foi suprimido do alfabeto na maioria dos dialetos clássicos. Danaides foram mortas por Linceu (esposo da única sobrevivente, Hipermnestra) e sofrem no Tártaro por terem assassinado os maridos, sendo obrigadas a eternamente encher um ânfora de água usando peneiras.

Ou seja, as primeiras gerações da casa real argiva terminam com a invasão de uma raça mítica de mulheres aquáticas, que são "derrotadas" e "domadas", de forma a legitimar uma série de tradições patriarcais. Quem seria este Linceu? O nome grego, Lygkeus, é tradicionalmente vinculado à palavra lygx, "lince", mas não deve passar de uma etimologia popular. Será que Linceu está vinculado a outros nomes como Licaon, Locro, Lico ou Licoreu? Linceu é também o nome de um dos gêmeos semidivinos da cidade vizinha de Messene, sexto-neto do primeiro, indicando que o nome era recorrente na linhagem.
Com Linceu, temos assim a segunda "fase" das genealogias argivas, com uma sucessão de nomes que faz a ponte para o próximo grande evento do clã argivo: o mito de Perseu, com seu avô Acrísio e sua mãe Dânae. Após Perseu, seguem-se mais uma série de nomes até a figura de Héracles, cujos descendentes, os Heráclidas, foram expulsos da região, e voltariam mais tarde para tomar o poder.
Como explicar estas "costuras"? Seriam diferentes estratos sobrepostos, talvez representando diferentes correntes colonizadoras da região? Os argivos falavam um dialeto dório, correspondendo à última das migrações que povoaram a Grécia. Os dórios sobrepuseram-se a um dialeto anterior possivelmente aparentado ao arcadiano. Tradicionalmente a camada mítica que representa a invasão dória é considerada como sendo a dos Heráclidas, uma série de mitos fundadores que contam estes invadiram o Peloponeso e e vingaram-se dos seus inimigos.
Termino esta postagem com o resumo da divisão que proponho para a dinastia argiva:
  1. Primeira fase: Foroneu até Gelanor
  2. Segunda fase: Danaides até Abas
  3. Terceira fase: Acrísio até Perseu
  4. Quarta fase: Perseu até Héracles
  5. Quinta fase: Heráclidas



sábado, 29 de novembro de 2008

Mitologia 23: As Genealogias de Argos (parte 1)


Desde que eu comecei a me interessar pelo estudo da Mitologia Grega, percebi como as genealogias dos deuses e heróis da Grécia eram cheias de dubiedades e incoerências. Genealogias lendárias não são registros coerentes de famílias "reais", mas sim o acúmulo e sobreposição de diversas "camadas" mitológicas, modificando-se e remodelando-se ao longo dos séculos.
Tomando por modelo as genealogias da casa real da cidade de Argos, percebemos uma sucessão de personagens que explicam uma série de fundações míticas: Foroneu (Phorôneus) trouxe o fogo; Argos dá nome à cidade; Io (Iô) é transformada em vaca, e em sua fuga acaba dando origem a linhagens estrangeiras. A sucessão de gerações entrelaça heróis famosos como Perseu e Héracles (Hêraklês) a outros obscuros. Como analisar estas genealogias à luz da Mitologia Comparada?
De forma sintética, podemos resumir a sucessão da seguinte forma: O fundador da dinastia é Foroneu, filho do deus-rio Ínaco (Inakhos), que gerou a Ápis (epônimo da Ápia, nome antigo do Peloponeso, a península que forma o sul da Grécia), que morreu jovem, e a Níobe, que amada por Zeus, gerou aos gêmeos Argos e Pelasgos, ancestrais, respectivamente, dos urbanos argivos, e dos rústicos árcades-pelasgos. Argos gerou Forbas (Phorbas), que foi o pai de Tríopas, que por sua vez gerou Agenor (esta é a versão preservada por Pausânias; segundo Apolodoro, Argos gerou Écbaso (Ekbasos), que foi pai de Agenor, que por sua vez gerou um segundo Argos, este pai de Íaso e avô de Io.
Seguindo a versão de Pausânias, Agenor, filho de Tríopas, foi sucedido por seu filho Crotopo (Krotôpos), e depois pelo neto Estênelo (Sthenelos ou Sthenelas) e bisneto Gelanor. Agenor era irmão de Íaso, que gerou Io, princesa que amada por Zeus, foi transformada pela ciumenta Hera em uma vaca, e foi mantida presa, sob a tutela do herói de cem olhos Argos Panoptes. Hermes adormeceu e decapitou Argos, libertando a vaca. Em tal forma, atormentada por um moscardo monstruoso, vagou pelo mundo numa exaustiva perseguição até chegar ao Egito, onde restaurou sua forma original, dando à luz ao filho concebido do deus dos trovões, criança esta batizada de Épafo (Epaphos). Épafo gerou Líbia (Libya), que de Possídon gerou os gêmeos Agenor, senhor da Síria, e Belo, senhor do Egito. Egito gerou também um casal de gêmeos, Dânaos (DanaFos) e Egito (Aigyptos), que tornaram-se inimigos. Danaos seguiu com suas filhas pelo mar e retornou a Argos, que estava assolada por uma peste, e foram recebidos pelo herdeiro do trono, Gelanor, que entregou-lhes o poder.
As cinqüenta filhas de Dânaos, as Danaides, prometeram casar-se com os cinqüenta filhos de Egito, mas na noite de núpcias, assassinaram os noivos. Apenas uma, Hypermnestra, teve pena do marido, e poupou-o. O nome dele era Linceu (Lygkeus), e desta união nasceu Abas, epônimo da cidade de mesmo nome. Abas também um par de filhos gêmeos e rivais, Preto (Proitos ) e Acrísio (Akrisios). Acrísio soube por um óraculo que estava destinado a ser morto pelo neto, e enclausurou sua filha Dânae numa torre. Zeus chegou até ela sob a forma de gotas douradas de chuva, e desta união nasceu o herói Perseu, que viria a ser o ancestral de mais forte dos heróis, Héracles.
Como explicar tudo isso?
Continuarei a falar sobre isso.

Evolução 27: Pleistovultur, uma nova espécie de condor fóssil

Em artigo publicado na revista argentina de paleontologia, Ameghiniana, paleontólogos apresentaram a descrição de uma espécie fóssil de condor datando do Plistoceno sul-americano, batizada de Pleistovultur nevesi.

Alvarenga, H., Brito, G.R.R, Migotto, R., Hubbe, A. y Höfling, E. Pleistovultur nevesi gen. et sp. nov. (Aves: Vulturidae) and the diversity of condors and vultures in the South American Pleistocene / Pleistovultur nevesi gen. et sp. nov. (Aves: Vulturidae) y la diversidad de cóndores y buitres en el Pleistoceno de América del Sur. Ameghiniana 41: 613-618.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Evolução 26: Lacusovagus, o novo pterodáctilo brasileiro

A vasta lista de pterodáctilos descobertos na Formação Crato, no Ceará, ganhou mais um integrante. Em artigo publicado na revista Palaeontology (Volume 51 Issue 6, Pages 1289 - 1300), o paleontólogo Mark Witton descreve o Lacusovagus magnificens, um réptil voador atribuído ao grupo dos Azdarcóides (Azhdarchoidea) e à família dos Chaoiangopterídeos (Chaoyangopteridae). Partes do seu crânio foram recuperados em Nova Olinda, e indicam que ele pode ser o maior pterodáctilo já descoberto na Formação Crato. É o primeiro membro desta família encontrado fora da China, e era um verdadeiro gigante comparado a seus parentes mais próximos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Genealogia 354: Família Gomes de Melo em Rio Grande

1. João Gomes de Melo nasceu em Pernambuco, sendo filho de Santos Gomes da Veiga e Maria da Assunção de Melo.

João casou-se com Maria Josefa da Conceição, filha de Manuel Moreira Belo e Mariana Josefa de Menezes. Maria nasceu cerca de 1721 em Congonhas-MG.

Eles tiveram os seguintes filhos

2 M i. Antônio Manuel foi batizado em 27 maio 1741 em Rio Grande-RS.

3 F ii. Mariana Josefa da Conceição foi batizada em 20 agosto 1743 em Rio Grande-RS .

+ 4 M iii. Amaro Gomes de Melo foi batizado em 28 janeiro 1745.

5 F iv. Ana Maria Joaquina foi batizada em 17 julho 1747 em Rio Grande-RS .
Ana casou-se com Alexandre Antônio de Lima, filho de José Rodrigues Nicola e Inês de Lima, em 12 fevereiro 1774 em Estreito-RS. Alexandre nasceu em Rio Grande-RS.

6 M v. Venceslau Gomes de Melo foi batizado em outubro 1749 em Rio Grande-RS.

7 F vi. Luzia foi batizada em 13 junho 1752 em Rio Grande-RS .

+ 8 M vii. José Gomes de Melo nasceu em 1758.

+ 9 M viii. Joaquim Gomes de Melo nasceu em 20 agosto 1761.


Segunda Geração

4. Amaro Gomes de Melo (João) foi batizado em 28 janeiro 1745 em Rio Grande-RS.

Amaro casou-se com Felícia da Conceição, filha de Francisco de Seixas "índio" e Josefa de Jesus, em 13 junho 1774 em Estreito-RS. Felícia foi batizada em 21 agosto 1747 em Rio Grande-RS .

Eles tiveram os seguintes filhos

+ 10 F i. Maria Felícia da Conceição nasceu em 19 julho 1778.

+ 11 F ii. Josefa Felícia de Jesus foi batizada em 12 outubro 1782.

8. José Gomes de Melo (João) nasceu em 1758 em Rio Grande-RS.

José casou-se com Jacinta Maria Oliveira de Barbarino, filha de Tomás Dias Duarte e Josefa Nunes do Rosário, em 21 maio 1787 em Rio Grande-RS. Jacinta nasceu em 7 agosto 1762 em Colonia (Uruguai).

Eles tiveram os seguintes filhos

+ 12 F i. Maria das Dores Gomes de Melo nasceu em 16 agosto 1790.

13 F ii. Maria José Gomes de Melo nasceu em 3 abril 1788 em Rio Grande-RS e foi batizada em 23 abril 1788 em Rio Grande-RS .
Maria casou-se com Sebastião Xavier de Carvalho e Souza, filho de João Batista de Carvalho e Souza e Ana Maria de Souza, em 24 junho 1805 em Rio Grande-RS. Sebastião nasceu em 6 junho 1780 em Porto Alegre-RS. Ele faleceu em 25 setembro 1863 em Pelotas-RS.

9. Joaquim Gomes de Melo (João) nasceu em 20 agosto 1761 em Rio Grande-RS.

Joaquim casou-se com Maria Luísa Lamas, filha de Manuel Luís Lamas e Teresa de Jesus, em 1789 em Rio Grande-RS. Maria nasceu em 23 novembro 1766 em Colonia (Uruguai).

Eles tiveram os seguintes filhos

+ 14 M i. João Gomes de Melo nasceu cerca de 1805.

+ 15 F ii. Francisca Amália Gomes de Melo.

+ 16 M iii. Procópio Gomes de Melo.


Terceira Geração

10. Maria Felícia da Conceição (Amaro, João) nasceu em 19 julho 1778 em Estreito-RS.

Maria casou-se com Luís José da Silva, filho de Vicente José Rodrigues e Sancha Rosa de Jesus, em 19 agosto 1800 em Rio Grande-RS. Luís nasceu cerca de 1770 em Mostardas-RS.

Eles tiveram os seguintes filhos

17 M i. José Luís Augusto da Silva.
José casou-se com Clara Altina Augusta, filha de Manuel Ferreira dos Santos e Cláudia Maria do Espírito Santo. Clara nasceu em 1815 em Rio Grande-RS.

18 M ii. Pio Ângelo da Silva nasceu em 1818 em Rio Grande-RS.
Pio casou-se com Maria Narcisa Lopes, filha de Lopes. Maria nasceu em 1833 em Flórida, Uruguai.

11. Josefa Felícia de Jesus (Amaro, João) foi batizada em 12 outubro 1782 em Rio Grande-RS .

Josefa casou-se com José de Souza de Ávila, filho de Pedro de Souza de Ávila (de Bettencourt) e Maria de Jesus. José nasceu em 16 março 1778 em Rio Grande-RS.

Eles tiveram os seguintes filhos

19 F i. Felisbina Leonídia de Ávila nasceu em 8 novembro 1808 em Rio Grande-RS.
Felisbina casou-se com Francisco de Azevedo e Souza Filho, filho de sargento-mor Francisco de Azevedo e Souza e Josefa Maria da Cunha. Francisco nasceu em 1802 em Rio Grande-RS.

12. Maria das Dores Gomes de Melo (José, João) nasceu em 16 agosto 1790 em Rio Grande-RS.

Maria casou-se com Joaquim Manuel da Trindade, filho de Joaquim Manuel da Trindade e Genoveva da Conceição, em 20 agosto 1808 em Rio Grande-RS.

Eles tiveram os seguintes filhos

20 M i. João Inácio Trindade nasceu em 1811.
João casou-se com Catarina Florisbela Seabra.

14. João Gomes de Melo (Joaquim, João) nasceu cerca de 1805 em Rio Grande-RS.

João casou-se com Cristina Amália Soares, filha de Manuel Soares da Silva e Clara Barbosa de Menezes, em 12 novembro 1831 em Pelotas-RS. Cristina nasceu em 25 janeiro 1810 em Canguçu-RS.

Eles tiveram os seguintes filhos

21 F i. Maria Clara Gomes de Melo nasceu em 10 dezembro 1832 em Rio Grande-RS. Ela faleceu em 21 abril 1875 em Bagé-RS.
Maria casou-se com Ismael Soares da Silva Junior, filho de coronel Ismael Soares da Silva e Dorotéa de Medeiros Costa, em 2 abril 1853 em Rio Grande-RS (Povo Novo). Ismael nasceu cerca de 1829 em Bagé-RS.

22 F ii. Amélia Gomes de Melo (Baronesa de Santa Tecla) nasceu em 23 maio 1836 em Rio Grande-RS. Ela faleceu em 18 novembro 1906 em Bagé-RS.
Amélia casou-se com Joaquim da Silva Tavares (Barão de Santa Tecla), filho de João da Silva Tavares (visconde do Serro Alegre) e Umbelina Bernarda de Assunção Nunes (viscondessa do Serro Alegre), em 1856 em Pelotas-RS. Joaquim nasceu em 28 novembro 1829 em Herval-RS. Ele faleceu em 17 novembro 1900 em Bagé-RS.

23 M iii. Sebastião Gomes de Melo nasceu em 23 dezembro 1837 em Rio Grande-RS.

Sebastião casou-se com Maria Isidora Xavier, filha de Tomás José Xavier e Augusta Alves de Morais, em 8 outubro 1859 em Pelotas-RS. Maria nasceu em 20 fevereiro 1845 em Pelotas-RS.

24 F iv. Leocádia Gomes de Melo.
Leocádia casou-se com Antônio Raimundo de Assumpção, filho de Joaquim José da Assunção e Maria Augusta da Fontoura. Antônio nasceu em 27 abril 1832 em Pelotas-RS.

25 F v. Genuína Gomes de Melo nasceu em 1846.
Genuína casou-se com Pedro Inácio Fernandes, filho de José Inácio Fernandes e Ana Delfina de Jesus, em 28 julho 1866 em Pelotas-RS. Pedro nasceu em Porto Alegre-RS.

26 F vi. Maria Luísa Gomes nasceu em 17 novembro 1849 em Pelotas-RS.
Maria casou-se com Antônio Soares da Silva, filho de coronel Ismael Soares da Silva e Dorotéa de Medeiros Costa, em 4 junho 1868 em Bagé-RS. Antônio nasceu em 15 março 1842 em Bagé-RS. Ele faleceu em Pelotas-RS.

27 F vii. Maria Cristina Gomes de Melo nasceu em 23 junho 1850 em Pelotas-RS e foi batizada em 15 dezembro 1850 em Pelotas-RS .
Maria casou-se com Francisco Rodrigues Pessoa de Melo, filho de Aprígio Carlos Pessoa de Melo e Lúcia, em 19 março 1882 em Pelotas-RS.

28 M viii. Procópio Gomes de Melo Sobrinho nasceu em Pelotas-RS.
Procópio casou-se com Manuela Barbosa Netto, filha de Manuel de Souza Netto e Maria do Carmo Netto, em 22 fevereiro 1868 em Bagé-RS. Manuela nasceu em Bagé-RS.

15. Francisca Amália Gomes de Melo (Joaquim, João).

Francisca casou-se com Desidério Antônio de Oliveira em 1833. Desidério faleceu em 18 maio 1882 em Rio Grande-RS.

Eles tiveram os seguintes filhos

29 M i. Procópio Gomes de Oliveira.
Procópio casou-se com Maria Cecília Belchior, filha de Custódio Gonçalves Belchior e Silvana Claudina da Silva, em 24 junho 1865 em Pelotas-RS. Maria nasceu cerca de 1846.

16. Procópio Gomes de Melo (Joaquim, João).

Procópio casou-se com Maria Luísa Gomes, filha de Francisco da Silva Gomes e Ana Bernardina. Maria nasceu em Rio Pardo-RS.

Eles tiveram os seguintes filhos

30 M i. Joaquim Procópio Gomes de Melo.
Joaquim casou-se com Alzira Gonçalves, filha de João Francisco Gonçalves e Maria José Antunes, em 7 agosto 1880 em Rio Grande-RS.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Evolução 25: Epidexipteryx, mais um dinossauro com penas

Chama-se Epidexipteryx hui a mais nova espécie de dinossauro descoberta por cientistas chineses na Mongólia Interior, província chinesa. O fóssil, que foi datado de um período entre o Jurássico Médio e Superior, caracteriza-se por uma combinação de características presente em diversos de grupos de terópodes, principalmente o dos ovirraptorossáurios (Oviraptorosauria).

As análises preliminares indicam que o dinossauro, de gênero e espécie inéditos, seria parente próximo do já conhecido Epidendrosaurus. Os contornos do novo fóssil indicam a presença de penas na cauda, mas não no corpo, o que indica que a presença de uma cobertura de penas não estava primariamente associada ao vôo.


Fucheng Zhang, Zhonghe Zhou, Xing Xu, Xiaolin Wang & Corwin Sullivan - Nature 455, 1105-1108 (23 October 2008) A bizarre Jurassic maniraptoran from China with elongate ribbon-like feathers.